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Lace Hill: O edifício verde que é quase um bairro


85 mil m² é o tamanho total do prédio Lace Hill em Yerevan, Armênia. Um colosso verde que abrigaria residências, escritórios, comércios e até espaços de lazer. Tudo isso com o maior charme ecologicamente correto.
Criado pelo escritório de arquitetura e design americano Forrest Fulton, o Lace Hill leva o formato de um monte, por conta do monte Ararat que fica próximo a cidade.
colina artificial é coberta por vegetação da região que conta com um sistema de irrigação com água de reuso.
O espaço interno é liberado para pedestres e ciclistas, já os carros precisam ficar num estacionamento subterrâneo que dá acesso para uma rodovia que liga o lugar a todas as cidades da região.
Você pode clicar aqui para ver mais fotos desse belo projeto.

Greenpeace protesta contra usina Angra 3



Eram 9h30 de segunda feira quando, em frente à sede do BNDES, os ativistas do Greenpeace começaram a protestar contra o financiamento da usina nuclear de Angra 3.
Eles simulavam um acidente nuclear em frente ao Banco em plena véspera de aniversário de 25 anos do acidente de Chernobyl, na União Soviética.
Com fumaça laranja, o grupo busca a suspensão do financiamento para a construção da nova usina. A ONG alega que a construção já custou mais de 1 bilhão de reais para o país e o custo total seria de outros 10 bilhões. Afirmam ainda que o governo brasileiro tem mais cinco projetos para usinas nucleares.
Já falamos que existe uma certa preocupação exagerada quando o assunto é energia nuclear. Mas uma pesquisa rápida: Belo Monte ou Angra 3? Claro que o ideal são fontes de energia limpa, mas até isso virar padrão nacional…

Japão sofre ameaça nuclear


Depois dos tremores e da tsunami, o Japão sofre com o risco de explosões nucleares.
Vista de satélite da usina de Fukushima
As autoridades do país informam que o risco de uma nova explosão na Usina Nuclear de Fukushima é grande. Ela sofreu sérios danos durante o terremoto de sexta-feira (11) e no sábado (12), explodiu pela primeira vez.
O porta-voz do governo, Yukio Edano, afirma que a usina pode aguentar mais uma explosão sem que o reator nuclear seja danificado. Ele também garante que as providências para evitar uma nova explosão já estão sendo tomadas.
Mesmo assim, a Companhia Elétrica de Tóquio (Tepco), já diz que os níveis de radiação em volta da usina já estão acima dos limites permitidos e a tentativa de refrigeração do núcleo com água do mar, não foi eficaz.
O governo informou que todos os moradores da região (cerca de 170 mil) foram retirados da área de 20 quilômetros em volta de Fukushima, mas 19 pessoas estão recebendo tratamento por serem expostas à radiação.
Já pode passar de 10 mil o número de mortos por conta do terremoto e da onda, segundo a polícia do Japão.

O que é necessário para declarar um animal como EXTINTO?


Algum tempo atrás, falamos aqui sobre o Puma americano que tinha acabado de entrar para a lista de animais extintos. Mas como é feito essa lista?
Quem cria os critérios para dizer que um anima, de fato, está extinto é a IUCN (International Union For Conservation of Nature) com sua Red List, uma lista que contém todos os animais e plantas ameaçados no mundo.
Craig Hilton-Taylor, gerente da Red List no Reino Unido, afirma que “A estimativa de risco de extinção não é uma ciência exata. Nós nos baseamos no que sabemos sobre a espécie e suas ameaças, usando informações do passado, do presente e projeções para o futuro”.
Não é necessário ser cientista ou algo do tipo para confirmar a extinção, apenas é necessário uma pesquisa que seja enviada à IUCN. Por conta dessa “liberdade”, a entidade fez uma cartilha com regras bem rígidas. Nela é preciso apontar dados como população, área de ocupação, redução no número de indivíduos, etc. Aí, então, profissionais da IUCN vão avaliar a pesquisa e pedir complemento, caso necessário. Por isso, para um animal entrar na lista, podem passar meses.
Poucas espécies estão catalogadas (de 1,8 milhão são apenas 56 mil classificadas), você pode ver quais são as categorias nesse infográfico da Editora Abril.
A lista completa está aqui, com seus 707 membros. Mas vale lembrar que existe o fenômeno “Táxon Lazarus”, que é quando uma espécie da lista de extintos “volta” a viver. É otimismo demais pensar que, nessa lista, podem ser uns 700 Lazarus?

Governo Precisa Justificar Belo Monte para OEA


No último dia 11 a OEA, com sua Comissão Interamericana de Direitos Humanos, deu um prazo de dez dias para nosso governo explicar todas as acusações de ilegalidade na construção da hidrelétrica de Belo Monte.
Belo Monte
Isso ocorreu por conta dos mais de quarenta ativistas e entidades ambientalistas que pediram uma intervenção da OEA no caso da usina.
A Comissão pede justificativas sobre o uso de licenças parciais do Ibama que permitiram o andamento das obras. Segundo o Ministério Público Federal, esse procedimento não existe, como falamos aqui. Agora os ativistas torcem para a intervenção da obra por intermédio da OEA para, dessa forma, a construção ser interrompida.
O MPF ainda diz que 29 pré-condições não foram cumpridas, quatro foram realizadas parcialmente e, as outras 33, sequer havia informação. Coisa feia.
Então aguardem mais novidades sobre esse caso por volta do dia 20 desse mês.

Urso polar pode sobreviver ao aquecimento global

Um dos maiores símbolos das consequências do aquecimento global, o urso polar pode não estar com seus dias contados.

À medida que seu hábitat começou a derreter devido ao aquecimento global, o urso-polar entrou para a lista dos animais ameaçados de extinção. Há cerca de três anos, cientistas passaram a considerar o risco de o grande mamífero do Ártico desaparecer. Porém, um novo estudo sugere que ainda há chances de salvá-lo. Para isso, nas duas próximas décadas a redução nas emissões de gases com efeito estufa terá de ser significativa, de acordo com um grupo de pesquisadores internacionais, que foram destaque na capa da edição de ontem da revista especializada Nature.
Alguns dos cientistas envolvidos no atual estudo participaram da previsão feita há três anos a respeito da extinção da espécie. “O que projetamos em 2007 teve como base o cenário de emissões de gases de então e não consideramos a possibilidade de mitigação nas emissões”, disse Steven Amstrup, pesquisador emérito do U.S. Geological Survey e um dos autores do artigo.
Os ursos-polares dependem da camada de gelo que cobre o mar para caçar suas presas primárias, as focas. “No verão, um declínio nas camadas tem sido associado à queda da estatura e da condição física dos ursos, sua menor taxa de sobrevivência e a diminuição do tamanho das populações”, conta Bitz. Nas estações do ano em que os ursos não conseguem alcançar as camadas geladas, eles chegam a perder 1kg por dia. Esses períodos têm aumentado e, com o nível atual das emissões de gases de efeito estufa, a expectativa é que durem ainda mais. “A perda do hábitat devido ao aquecimento global é a principal causa da queda da população dos ursos, de acordo com projeções do Instituto de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos. O aumento da caça e o de outras atividades humanas não são suficientes para isso”, diz a pesquisadora.
O artigo “Greenhouse gas mitigation can reduce sea-ice loss and increase polar bear persistence”  de Steven Amstrup e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

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